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Textos Históricos

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Graça, Paz e Alegria!

Hoje, gostaria apenas de deixar registrado o link para um espaço muito interessante do Portal Evangélico Compartilhando Na Web. Para acessar, clique aqui!

Nesse espaço, você vai encontrar alguns textos do Cristianismo Histórico, como as 95 teses de Lutero, a Didaqué, a Confissão de Fé de Westminster, e alguns outros.

Divulgo por aqui por duas razões principais:

1) Tornar esse espaço do Portal Compartilhando Na Web mais conhecido;

2) Permitir a interação com você. Se você sente falta de algum texto, nos recomende através do espaço de comentários! Deixe seu email para que possamos informar tão logo sua sugestão passar a fazer parte do espaço. Ou para conversarmos antes de tal posição, dependendo do texto, claro! Afinal, você pode sentir falta de um texto, mas podemos entender que ele não seja para esse espaço e, democraticamente, iremos conversar antes de fechar a questão sobre o assunto!

Então, visite o espaço de texto históricos!

Conheça. Estude. Divulgue. Colabore com indicações!

Testemunho

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Graça, Paz e Alegria!

Falamos muito sobre testemunho, mas o que é realmente testemunho? segundo Aurélio: “Depoimento duma testemunha em juízo”, “Prova”.

E para nós cristãos, o que vem a ser testemunho? Diríamos sem medo de errar que testemunhar é contar, é apresentar aos outros a experiência que temos vivido diariamente, através da transformação que Jesus Cristo operou em nós, pela Sua Maravilhosa Graça.

Na cura que Jesus operou no Cego de nascença (Jo 9.24-33), houve por parte deste um testemunho. Naquela época o povo tinha medo dos fariseus, e muitos tinham receio de declarar que Jesus havia feito milagres em suas vidas, sob pena de ser excluído da Sinagoga (a Igreja da época) e, consequentemente, do convívio social. O cego é interrogado por fariseus, ele enfrenta estes, pois tinha algo muito importante a dizer: “uma coisa eu sei: era cego, e agora vejo” (v. 25). Este era o testemunho real, vivido pelo que fora curado pelo Senhor Jesus.

Não é somente um momento do culto onde alguém dá testemunho de algo que aconteceu em sua vida. Isso também é testemunho. Mas, além disso, testemunhar é viver a mudança que Deus operou em nosso viver, para que outras pessoas queiram também essa mudança. É falar sobre isso e viver.


Por que Testemunhar?

Precisamos testemunhar sempre que tivermos oportunidades, porque há muitas pessoas carentes de Jesus. Pessoas, para quem a Graça e o amor de Deus são distantes, muitas vezes desconhecidos. Em função disto, o nosso testemunho se torna vital, pois é o meio que Deus usa para alcançar outras pessoas com o Evangelho.

No testemunho está incluído não apenas o que podemos dizer acerca de Jesus, mas também o nosso modo de viver e agir com as pessoas. Quem se encontra com Jesus sente-se amado. Quem se encontra com Jesus passa a amar o próximo. E quem ama, cuida.

Do momento que recebemos a Cristo como Salvador e Senhor em diante, está sobre nós uma grande responsabilidade, que é viver em Cristo (Fl 1.7). Paulo mostra que testemunhar é um modo de viver, sendo que, nós passamos a ser embaixadores de Cristo. Nossa maneira de viver deve recomendar o Evangelho, nunca envergonhá-lo.

Testemunhar é viver por modo digno do Evangelho de Cristo, em todo o tempo, apontando sempre para o amor Salvador e para o Senhorio de Jesus sobre nossa vida.


Como Testemunhar?

Ao examinarmos o texto de Atos 22.1-21, vamos perceber como Paulo testemunha a sua fé cristã:

1 Assim, disse Paulo: Irmãos e pais, ouvi a minha defesa, que agora faço perante vós.
2 Ora, quando ouviram que lhes falava em língua hebraica, guardaram ainda maior silêncio. E ele prosseguiu:
3 Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, conforme a precisão da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus, assim como o sois todos vós no dia de hoje.
4 E persegui este Caminho até a morte, algemando e metendo em prisões tanto a homens como a mulheres,
5 do que também o sumo sacerdote me é testemunha, e assim todo o conselho dos anciãos; e, tendo recebido destes cartas para os irmãos, seguia para Damasco, com o fim de trazer algemados a Jerusalém aqueles que ali estivessem, para que fossem castigados.
6 Aconteceu, porém, que, quando caminhava e ia chegando perto de Damasco, pelo meio-dia, de repente, do céu brilhou-me ao redor uma grande luz.
7 Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
8 Eu respondi: Quem és tu, Senhor? Disse-me: Eu sou Jesus, o nazareno, a quem tu persegues.
9 E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, mas não entenderam a voz daquele que falava comigo.
10 Então, perguntei: Senhor que farei? E o Senhor me disse: Levanta-te e vai a Damasco, onde se te dirá tudo o que te é ordenado fazer.
11 Como eu nada visse por causa do esplendor daquela luz, guiado pela mão dos que estavam comigo, cheguei a Damasco.
12 Um certo Ananias, varão piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam,
13 vindo ter comigo, de pé ao meu lado, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. Naquela mesma hora, recobrando a vista, eu o vi.
14 Disse ele: O Deus de nossos pais de antemão te designou para conhecer a sua vontade, ver o Justo e ouvir a voz da sua boca.
15 Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido.
16 Agora, por que te demoras? Levanta-te, batiza-te e lava os teus pecados, invocando o seu nome.
17 Aconteceu que, tendo eu voltado para Jerusalém, enquanto orava no templo, achei-me em êxtase,
18 e vi aquele que me dizia: Apressa-te e sai logo de Jerusalém; porque não receberão o teu testemunho acerca de mim.
19 Disse eu: Senhor, eles bem sabem que eu encarcerava e açoitava pelas sinagogas os que criam em ti.
20 E quando se derramava o sangue de Estêvão, tua testemunha, eu também estava presente, consentindo na sua morte e guardando as capas dos que o matavam.
21 Disse-me ele: Vai, porque eu te enviarei para longe, aos gentios.


Nos dias atuais, temos a grande responsabilidade de assumirmos uma postura de fé e testemunho diante de Deus e de todos os homens e mulheres que estão a nossa volta. Aceitar a Jesus implica em viver uma vida nova, vida diferente, mudada e transformada pelo poder de Deus. O meu testemunho é um sinal de que realmente sou filho/a de Deus. É consequência de uma vida que aceita a Jesus.

Educação e Discipulado

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Graça, Paz e Alegria!

No Compartilhando Na Web - Artigos

O presente texto tem como base a leitura do livro Pedagogia da autonomia – saberes necessários à prática educativa, de Paulo FREIRE, Editora Paz e Terra (Coleção Leitura), 1998 (7ª edição). As observações que temos aqui são fruto da leitura do livro indicado, unindo a idéia com a realidade do discipulado, algo que deve fazer parte da prática cristã, mas que vai além das fronteiras do cristianismo, pois discipular é acompanhar, orientar, testemunhar, compartilhar, enfim, é educar e ser educado. Assim, nossa Bibliografia já fica citada: O livro de Paulo Freire acima citado e nossas observações sobre discipulado, já parte de outro texto neste site (para ler o texto citado, clique aqui).

Com isso em mente, passamos para o comentário de alguns trechos do livro, que entendemos importantes para pensar a prática educativa através do discipulado na caminhada cristã:

(...) “a questão da inconclusão do ser humano, de sua inserção num permanente movimento de procura, que rediscuto a curiosidade ingênua e crítica, virando epistemológica. É nesse sentido que reinsisto em que formar é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas, e por que não dizer também da quase obstinação com que falo de meu interesse por tudo o que diz respeito aos homens e às mulheres, assunto de que saio e a que volto com o gosto de quem a ele se dá pela primeira vez.” (p. 15):

Aqui vemos a realidade da necessidade de uma busca constante de aprimoramento. Não podemos limitar o processo educativo a apenas passagens de conteúdos durante uma época da vida. É preciso que estejamos em constante busca de conhecimento em uma área específica, mesmo que tenhamos todas as graduações e pós-graduações em determinado assunto. Não podemos esgotar um conhecimento de forma completa. Ele terá que ser sempre aprimorado. Esse processo de continuidade é praticado na comunidade cristã através do discipulado.

- “A ideologia fatalista, imobilizante, que anima o discurso neoliberal anda solto no mundo. Com ares de pós-modernidade contra a realidade social que, de histórica e cultural, passa a ser ou a virar ‘quase natural’. Frases como ‘a realidade é assim mesmo, que podemos fazer?’ ou ‘o desemprego no mundo é uma fatalidade do fim do século’, expressam bem o fatalismo desta ideologia e sua indiscutível vontade imobilizadora. Do ponto de vista de tal ideologia, só há uma saída para a prática educativa: adaptar o educando a esta realidade que não pode ser mudada. O de que se precisa, por isso mesmo, é o treino técnico indispensável à adaptação do educando, à sua sobrevivência.” (p. 22):

Diante da realidade do pensamento que domina quase que completamente a humanidade, o pessimismo, a educação deve surgir como algo que suplante essa realidade. A partir disso, passa a dar ‘ferramentas’ necessárias ao educando para enfrentar a realidade, nua e crua. E na vida cristã, não deixamos de enfrentar dificuldades ou provações. Logo, é necessário ter a “casa edificada” da forma certa para não “cair em tempestades” que acontecem, quer dizer, ter fundamento espiritual e racional suficiente para enfrentar as dificuldades, sem perder o foco da busca do Senhor (Mateus 7.24-27).

- “A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria/Prática sem a qual a teoria pode ir virando blablablá e a prática, ativismo.” (p. 24):

Não podemos desvincular a Teoria da Prática, senão não terá razão de ser a educação para algo ou o discipulado cristão. Não adianta nada estudar certo conteúdo apenas por estudar, conhecer a Bíblia inteira e citar muitas partes, quer literalmente ou o seu contexto e explicação. É claro que no ensino básico muito é estudado sem se ter conexão com a realidade prática a ser observada na vida. Mas é durante o ensino básico que temos a oportunidade de vislumbrarmos por qual caminho iremos trilhar, uma vez que um leque de muitas opções se abre e podemos definir uma área de atuação. Diferentemente do ensino Bíblico, onde cada parte terá seu lugar de importância, mas não será nada se apenas aprendido e não vivido.

-“É preciso que o formando, desde o princípio mesmo de sua experiência formadora, assumindo-se como sujeito também da produção do saber, se convença definitivamente de que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou a sua construção.” (p. 24-25):

Muitas vezes quando nos achamos na situação de aprendizes, quer nos estudos seculares ou no discipulado cristão, nos colocamos como quem vai receber determinado conteúdo que o “ensinante” irá transmitir. É necessário, para que haja um real aprendizado, que ambas as partes se auxiliem, compartilhando experiências, necessidades, sonhos, visões e entendimentos. Com isso, o aprendiz/discípulo tem um papel importante, não meramente aprendiz, mas alguém que participa diretamente do aprendizado. Afinal, a experiência vivida pode permitir noções de exemplos que confirmem ou neguem conteúdos.

-“É preciso que, pelo contrário, desde os começos do processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si, quem forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado.” (p.25):

Aqui fica claro que o processo de educação/discipulado não se limita a uma pessoa ensinado e outra aprendendo. Vemos claramente que esse processo se trata de uma interação de ambos os participantes do processo. Isso fica mais latente no discipulado, onde o compartilhar de experiências é algo muito importante no processo.

-“Ensinar inexiste sem aprender e vice-versa e foi aprendendo socialmente que, historicamente, mulheres e homens descobriram que era possível ensinar.” (p.26):

Vemos mais uma vez a interação de ambas as práticas no processo de educação. Uma não pode ser sem a outra. O educador não o é sem o educando, e só é educador na medida que aprende com o educando. No discipulado, a interação é real! Não há um detentor do saber absoluto e alguém que só irá “sugar” conhecimento. O processo só pode ser real se houver acompanhamento e compartilhar de experiências. Claro que o discipulador é o responsável pela estrutura do estudo, mas o conhecimento é passado e adquirido com a interação, com o compartilhar.

-“Aprender precedeu ensinar ou, em outras palavras, ensinar se diluía na experiência realmente fundante do aprender.” (p. 26):

Muitas vezes parece que o educador/discipulador é mais importante que o educando/discipulo no processo de educação, pelo menos no que diz respeito ao fator ensino, passar conhecimento. Mas isso não é verdade. Por mais que o educador/discipulador já tenha mais conhecimentos na área, o educando/discípulo tem um papel importante. Ambos interagem. A necessidade de aprender é algo básico no ser humano, independente do grau de graduação. Aparentemente, aprender é mais nobre que ensinar, uma vez que o ensino só acontece com uma interação de conhecimentos e realidades.

-“Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade.” (p.32):

Quanto mais nos preocuparmos em nos aprimorar, mais vamos ensinar/aprender. Mesmo que aparentemente não vá ser útil, uma pesquisa pressupõe aprendizado. Só pesquisando é que poderei ajudar a aprimorar e me ajudar a aprimorar. Não posso achar que já sei tudo.

-“Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” (p. 52):

Não podemos aceitar que educar/discipular seja apenas passar o conhecimento que já temos para outrem. Precisamos entender que a educação/discipulado envolve essa passagem de conhecimentos, mas abrange mais que isso apenas: tem que acontecer interação.

-“O educador que, ensinando geografia, ‘castra’ a curiosidade do educando em nome da eficácia da memorização mecânica do ensino dos conteúdos, tolhe a liberdade do educando, a sua capacidade de aventurar-se. Não forma, doméstica.” (p. 63):

Mais uma vez vemos que no processo de educação/discipulado não podemos apenas nos limitar a apenas passar conteúdos, senão apenas formaremos um papagaio que irá somente repetir o que ouviu, sem realmente aprender.

Todos esse pontos, entendemos, são relevantes para a educação no nível cristão. Muitas vezes nos sentimos como os donos da verdade e esperamos que os/as outros/as serão apenas aqueles/as que irão ouvir, repetir e ensinar somente o que passamos. Precisamos entender que os/as outros/as são participantes diretos da educação. Precisamos estar, também, em constante “reciclagem” e busca do aprendizado. No processo de educação, tudo não se limita a nada.

Para encerrar, gostaria de insistir no último ponto destacado como enunciado de Paulo Freire (“O educador que, ensinando geografia, ‘castra’ a curiosidade do educando em nome da eficácia da memorização mecânica do ensino dos conteúdos, tolhe a liberdade do educando, a sua capacidade de aventurar-se. Não forma, doméstica.” - p. 63) que me chama muito a atenção. Na realidade isso não é algo totalmente novo para mim, mas é sempre importante ter em vista isso: Ensinar não é apenas passar o conteúdo sem fazer a outra pessoa pensar; é preciso fazer com que ela tenha o desejo de se aventurar frente aos conteúdos. Quando estamos na Igreja, ou em estudos bíblicos, ou em pregações, atendimento no gabinete, visitas..., muitas vezes somos tentados a apenas passar um conteúdo que já sabemos aos/às eclesianos/as, sem lhes aguçar o desejo de desbravar o horizonte do conhecimento bíblico por conta própria, tendo apenas alguém a lhe orientar. Há outras pessoas que parecem querer apenas ouvir o que fazer ou como é, sem refletir sobre eventos, histórias ou situações. Quando optamos por seguir esse caminho (quer seja por decisão pessoa ou por desejo de outras pessoas – apenas passar o conteúdo), entendemos que já lhes passamos todos os conteúdos e, quando alguém aparece com uma nova forma de ver (uma forma com a qual nunca nos deparamos), podemos até negar que essa pessoa esteja com a razão. Sem contar que muitas vezes entregamos a interpretação pronta, não deixando nada para a pessoa por si só desbravar sozinha.

Precisamos nos preocupar com o real desenvolvimento dos/as nossos/as eclesianos/as. Só assim teremos pessoas realmente preparadas para nos auxiliar na tarefa de espalhar a mensagem do Reino de Deus sobre a face da terra. Precisamos, sim, falar o que sabemos. Mas precisamos ir além disso. Deixar que a pessoa por si só descubra uma chave de interpretação da realidade da mensagem do Senhor, mesmo que seja debaixo de nossa orientação. Não podemos só despejar conhecimentos sem deixar a pessoa pensar sozinha. Precisamos, sim, dar pistas para a interpretação. Pode até ser que existam coisas que não dê para se ter outra interpretação e aí sim iremos dizer tudo o que realmente é e pronto (por exemplo, Jesus Cristo é o único mediador junto ao Pai – não há outro). Mas precisamos aguçar o desejo de conhecimento das pessoas e fazer com que elas procurem saídas, mesmo que com nossa ajuda, mas não sem o direito de pensar por si só.

Que Deus continue abençoando.

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